O PAI NOSSO

“Vocês, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus!

Santificado seja o teu nome.” (Mateus 6.9)

 

“Pai nosso”. É como devemos orar a Deus, o Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. “Pai nosso”. Não é um Pai meu, exclusivo, mas é de outros também que, como eu, clamam a Ele. “Pai nosso”. É assim que Jesus ensinou seus discípulos a orarem e é também um ensinamento para mim e para você. A fé cristã é tão coletiva, tão comunitária, que não posso me dirigir a Deus sem lembrar-me de você. E eu e você não podemos nos dirigir a Deus sem nos lembrar dos demais. Os outros sempre precisarão estar presente em nossa oração, assim como em nossa vida! A oração, assim como a vida de quem ora, deve incluir o outro, pois é entre nós que Jesus se faz presente (Mt 18.20). Quando oramos a Deus não podemos orar como se tudo fosse apenas eu, apenas minhas necessidades ou meus interesses.

Esse caráter plural, coletivo, da oração ensinada por Jesus deve nos fazer compreender que não podemos viver nossa fé em Deus sem nos relacionarmos e nos interessarmos uns pelos outros. A mutualidade é uma das marca da fé cristã. Devemos cuidar uns dos outros, servir uns aos outros, levar os fardos pesados uns dos outros. Jesus declarou que pregar realizar prodígios, expulsar demônios e coisas semelhantes a essas, que tanto impressionam, não são as características identificadoras de seus discípulos. Podem até estar presentes, mas o que caracteriza e identifica aqueles que são Seus discípulos é o amor que se traduz em ação: cuidado, apoio, serviço, compaixão e tantas outras.

Vivemos num mundo individualista, marcado pelo consumo e acúmulo. Um mundo que cria diferenças distancia pessoas, gera estigmas e produz injustiças. Não devemos ser cristãos e não devemos formar igrejas conformadas a este mundo. Ele é uma antítese ao Reino de Deus. Orar “Pai nosso” implica em enxergar, denunciar e agir contra esses pecados. Se não agirmos assim será porque, ou estamos em desobediência a Cristo, vivendo nossa fé descuidadamente, ou porque somos daqueles que, embora muito intensos nas experiências religiosas, nada temos a ver com Jesus. Somos dos que, chocados, ouvirão: eu não conheço vocês! (Mt 25.31-46) Sem amor ao próximo, o amor a Deus é uma ilusão. Sem amor ao próximo nossa oração é uma farsa e nossa fé, um devaneio!

 

ucs

 

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