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SEDH lança campanha contra Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
Sociedade - Cidadania
Escrito por Pedro Ivo Rodrigues   
Qua, 16 de Fevereiro de 2011 15:40

A SEDH - Secretaria de Diretos Humanos é o órgão responsável pelo Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. O Programa criado em 2002 mobiliza redes para integrar ações dos governos, organismos internacionais, universidades e sociedade civil, para que sejam desenvolvidas e aplicadas metodologias de intervenção local, capazes de desencadear respostas efetivas para a superação da violação dos direitos de crianças e adolescentes.

O Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes tem investido no apoio, na experimentação, na sistematização e na disseminação de práticas inovadoras de atendimento humanizado às vítimas. Um dos grandes avanços proporcionados pelo programa foi a criação do serviço Disque Denúncia Nacional, ou Disque 100, um canal de atendimento direto à população que recebe denúncias de violações aos direitos das crianças e adolescentes, e as encaminha para os serviços e redes de atendimento e proteção nos Estados e Municípios, além de prestar orientação ao usuário sobre os serviços disponíveis em cada localidade, constituindo-se, também, como importante produtor de indicadores acerca da problemática em si, assim como das realidades das redes de proteção do país.

É importante divulgar que o Disque 100 funciona diariamente das 8h às 22h, inclusive nos fins de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização, de acordo com a competência e as atribuições específicas, priorizando o Conselho Tutelar como porta de entrada, no prazo de 24 horas, mantendo em sigilo a identidade da pessoa denunciante. Pode ser acessado por meio dos seguintes canais:

* discagem direta e gratuita do número 100;

* envio de mensagem para o e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ;

* pornografia na internet através do portal www.disque100.gov.br

* ligação internacional. Fora do Brasil através do número +55 61 3212.8400

O compromisso com as campanhas de combate a exploração sexual de crianças e adolescentes é uma atividade permanente na Secretaria de Direitos Humanos desde 2005. Neste sentido, a SEDH pretende realizar uma campanha de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes a partir do período de Carnaval de 2011.

A campanha

Proteger as crianças e adolescentes é um dever de todos os brasileiros. Mas como conscientizar a população da importância da sua participação no enfrentamento à violência sexual sofrida pelas crianças e adolescentes no país? Como falar abertamente de um assunto tão delicado sem expor ainda mais as principais vítimas? Como romper a barreira da indiferença a um problema que está exposto, que todo mundo vê? Como fazer as pessoas voltarem a se importar?

Nesse contexto, optou-se por criar um símbolo forte e que possa ser replicado em todo o país como um ícone do enfrentamento à violência sexual. Um símbolo que dispense o uso de subterfúgios para abordar o assunto e que dê visibilidade ao tema, permitindo que a ação extrapole os limites de uma campanha publicitária e se torne um movimento com a participação de toda a sociedade.

A exemplo da Aids e o seu laço vermelho e do câncer de mama com o seu alvo azul, foi preciso encontrar um elemento que representasse a responsabilidade de toda a sociedade na promoção da segurança e bem-estar de crianças e adolescentes.

A campanha publicitária apresenta o ícone (a bola) em situações em que ele não pode ser ignorado, em que as pessoas não podem fingir que não o vêem. A presença dele na cena causa o mesmo estranhamento que queremos que as pessoas sintam ao se depararem com uma situação de violência. O comando do filme é de utilidade pública e incentiva as pessoas a denunciarem por meio do Disque 100.

Por que uma bola?

Porque é um objeto que fala com todos os públicos: homens, jovens, mulheres e crianças. Porque faz parte da vida das pessoas seja no esporte, no cotidiano, na memória da infância e juventude. Porque é um objeto que chama a atenção.

Nesse caso, a bola representa o enfrentamento à violência sexual contra a criança e o adolescente, ela torna tangível para a sociedade o conceito da campanha:

“Tem coisas que não dá pra você fingir que não vê”

A bola

Ela é amarela, cor que representa “Atenção!”, tem uma textura de bolas iguais com uma única bola diferente, que representa a sociedade em torno do problema. O problema é representado pela cor vermelha, que significa “alerta!”

Mobilização Social

A bola precisa ser abraçada pela sociedade, precisa ser tornar-se popular para que as pessoas despertem para a importância do tema. Violência sexual contra crianças e adolescentes é crime. É preciso que as pessoas se envolvam e denunciem a violência. É preciso envolvimento dos veículos de comunicação para fazer a bola crescer e conquistar o espaço para tornar-se um verdadeiro ícone, uma causa de verdade.

A idéia é ter uma bolas ao longo da revista, no editorial, que terminam num página dupla, conforme layouts anexos. Se não der, o anúncio funciona sem as bolas.

O problema é de todos nós e cada um fazendo a sua parte, juntos, unindo forças, venceremos mais essa injustiça que tanto faz mal para as nossas crianças e adolescentes.

Fonte: Andressa Ermel/Mídia Online/Propeg - Brasília

 

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